05/03/2026
O deputado José Dias (PL) fez um pronunciamento contundente sobre a gestão do Governo do Estado. Nesta quinta-feira (5), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), o parlamentar focou suas críticas na falta de liberação de emendas parlamentares destinadas à saúde e na situação financeira do RN, que ele classificou como "caótica e irresponsável".
José Dias destacou que a maior parte de suas emendas parlamentares – cerca de 80% do total – é voltada para a área da saúde, visando a assistência a municípios e hospitais. Ele lamentou a falta de pagamento desses recursos, que, segundo o parlamentar, poderiam "salvar vidas" com investimentos menores. O deputado informou que há valores significativos pendentes: aproximadamente R$ 2,4 milhões referentes a emendas de 2024 e mais de R$ 1,7 milhão de emendas não pagas desde 2022, totalizando cerca de R$ 4,2 milhões. Além disso, o parlamentar mencionou a dívida de R$ 4,5 milhões em emendas impositivas e coletivas, também destinadas à saúde, elevando o montante total para mais de R$ 9 milhões que, segundo ele, a governadora Fátima Bezerra (PT) "deve ao povo do Rio Grande do Norte".
O deputado estendeu suas críticas à situação fiscal do estado, que, em sua avaliação, vive um "descalabro". Ele citou dados do Tesouro Nacional para exemplificar o cenário. Segundo José Dias, o Rio Grande do Norte foi o estado com o maior "calote" de dívidas assumidas pela União neste ano, com o governo federal tendo pago R$ 84 milhões em parcelas vencidas e não quitadas pelo Estado. O valor, conforme o deputado, superou o do Rio de Janeiro (R$ 82 milhões) e do Rio Grande do Sul (R$ 70 milhões), apesar da diferença de tamanho entre os estados.
José Dias também confrontou o discurso do governo atual sobre a herança de gestões anteriores, em particular a de Robinson Faria. Ele reiterou que a dívida atribuída ao ex-governador seria "mentira pura" e defendeu que, à época, não houve pagamentos de dívidas pelo governo federal. O parlamentar pontuou que, atualmente, o Estado não honra seus compromissos com funcionários, fornecedores e emendas, enquanto o governo federal tem assumido as dívidas e concedido novos empréstimos. José Dias concluiu seu pronunciamento com um apelo: "O povo tem que acordar e tirar esse povo do poder", concluiu.
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