25/06/2026
O deputado estadual Hermano Morais (MDB) repercutiu, na sessão plenária desta quinta-feira (25), os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O parlamentar destacou a necessidade de ampliar os investimentos no Rio Grande do Norte para fortalecer a geração de empregos e impulsionar setores estratégicos da economia.
Segundo os dados, o mercado de trabalho formal potiguar registrou desempenho inferior ao de outros estados nordestinos. Para Hermano Morais, a comparação com unidades federativas da região é importante porque elas possuem características econômicas mais próximas da realidade do RN. “Depois do Rio Grande do Norte vêm Alagoas, Pernambuco e Maranhão. Gosto de fazer essa comparação porque a nossa realidade é mais próxima”, observou.
O deputado ressaltou que os números devem servir como reflexão sobre a necessidade de ampliar a infraestrutura e criar condições para atrair novos empreendimentos. “O que existe é uma reflexão maior sobre a necessidade de se atrair mais investimentos, com maior infraestrutura, para que essas empresas possam contribuir para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, sejam nacionais ou estrangeiras”, afirmou.
Hermano Morais destacou ainda o potencial econômico do estado em diversas áreas. “O Rio Grande do Norte oferece todas as condições. Somos superavitários em energia limpa, temos capacidade de produção do hidrogênio verde e da amônia verde. Temos perspectiva de voltar a produzir mais petróleo e gás, inclusive com o poço em águas profundas, o Anhangá, que poderá produzir mais de 100 mil barris por dia quando estiver em operação”, disse. O parlamentar também citou o potencial mineral, o turismo e o ecoturismo como oportunidades para ampliar a geração de emprego e renda. “Temos que transformar nossas riquezas naturais em benefício da população”, completou.
Os dados da Rais mostram que, em fevereiro, o Rio Grande do Norte fechou 2.221 postos de trabalho. Três dos cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldo negativo: agropecuária (-2.152 vagas), indústria (-1.012) e construção civil (-92). Em contrapartida, o comércio criou 175 novos empregos formais e o setor de serviços abriu 861 vagas.
O levantamento também aponta que o estoque de empregos formais no estado permanece concentrado nos maiores municípios. Natal responde por 343.192 vínculos ativos, o equivalente a 44,9% do total estadual. Juntas, Natal, Mossoró e Parnamirim concentram 479.355 postos de trabalho, cerca de 62,7% de todo o estoque de empregos formais do Rio Grande do Norte. Já municípios menores, como Jundiá, Viçosa e Paraná, registram pouco mais de 200 vínculos formais cada, refletindo a dependência de atividades de menor escala, do setor público e da agricultura familiar.
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