01/09/2026
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) está utilizando a inteligência artificial para tornar mais simples e ágil o acesso a informações que fazem parte da rotina do Poder Legislativo. Desenvolvida pela Diretoria de Gestão Tecnológica e Inovação, a ferramenta DIALOGAR é uma inteligência artificial especializada na busca de conteúdos do Regimento Interno, resoluções e outros documentos normativos da Casa.
Em fase de testes e, neste primeiro momento, disponível exclusivamente na intranet, o DIALOGAR funciona como um assistente de consulta. O usuário pode fazer perguntas em linguagem natural e receber respostas baseadas nos documentos disponíveis na ferramenta. Entre os conteúdos estão o Regimento Interno da ALRN, o Manual de Processo Legislativo, a Constituição Estadual, o Regime Jurídico dos Servidores do RN e resoluções relacionadas a temas como assistência à saúde, férias, décimo terceiro, avaliação de desempenho e plano de cargos e carreira.
A proposta é facilitar o acesso a informações que, muitas vezes, exigem a consulta de documentos extensos e diferentes normas. Com a ferramenta, uma busca que poderia levar tempo pode começar a partir de uma pergunta objetiva, aproximando a tecnologia da rotina dos servidores e tornando a consulta mais acessível.
A iniciativa também representa uma nova etapa na forma como a Assembleia utiliza recursos tecnológicos. A inteligência artificial já faz parte da realidade de diferentes setores e, para a Diretoria de Gestão Tecnológica e Inovação, o desafio é incorporar essas ferramentas de maneira responsável, com atenção à segurança, à qualidade das informações e à necessidade de conferência dos documentos oficiais.
Por enquanto, o DIALOGAR permanece restrito ao ambiente interno e em fase de aperfeiçoamento. A previsão é que a ferramenta seja disponibilizada futuramente para o público em geral, ampliando o acesso às normas que orientam o funcionamento do Legislativo estadual.
O diretor de Gestão Tecnológica e Inovação da ALRN, Mário Sérgio Gurgel, destaca que, apesar dos avanços proporcionados pela inteligência artificial, a ferramenta deve ser utilizada como apoio à consulta, e não como substituta dos documentos oficiais.
"Como toda ferramenta baseada em inteligência artificial, o DIALOGAR pode apresentar incorreções nas respostas. Por isso, ele deve ser utilizado como um instrumento de apoio, sempre com a conferência das informações nos documentos oficiais da Assembleia. Estamos em uma fase de aperfeiçoamento e esse cuidado é fundamental para garantir que a tecnologia seja utilizada de forma responsável", explica Mário Sérgio Gurgel.